Escala de Autoestima de Rosenberg (EAR)
Avalie sua autoestima com a Escala de Rosenberg. 10 afirmações para identificar como você se percebe e se valoriza, de forma rápida, anônima e sem cadastro.
Base científica: Escala de Autoestima de Rosenberg - EAR (Rosenberg, 1965). Validada para a população brasileira por Hutz & Zanon (2011).
Este Questionário não é um diagnóstico
Os resultados indicam tendências baseadas em escala validada e devem ser interpretados por psicólogos ou psiquiatras. Não substitui avaliação clínica profissional.
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Sobre esta escala
Histórico, metodologia e como profissionais utilizam este instrumento
A Escala de Autoestima de Rosenberg foi desenvolvida pelo sociólogo americano Morris Rosenberg e publicada em 1965 no livro Society and the Adolescent Self-Image (Princeton University Press). Originalmente criada para pesquisa com adolescentes americanos, tornou-se o instrumento de autoestima global mais utilizado no mundo, com mais de 20.000 citações na literatura científica. No Brasil, a adaptação mais reconhecida é de Hutz & Zanon (2011), publicada na revista Avaliação Psicológica, com normas para a população brasileira adulta.
A EAR é composta por 10 afirmações sobre percepção de valor pessoal. Cinco itens são positivos (ex: "Eu sinto que sou uma pessoa de valor") e cinco negativos (ex: "Às vezes eu me sinto inútil"), invertidos na pontuação para neutralizar o viés de aquiescência. A resposta é dada em escala Likert de 4 pontos. A pontuação total varia de 10 a 40: 10–24 indica autoestima baixa a muito baixa; 25–31, moderada; e 32–40, elevada. A EAR mede autoestima global, não dimensões específicas como autoestima social ou acadêmica.
A EAR é utilizada por psicólogos clínicos, pesquisadores e em contextos de psicoeducação para avaliar a percepção de valor pessoal. Em psicoterapia, é aplicada no início do tratamento como linha de base e periodicamente para monitorar a evolução — especialmente em abordagens centradas em autoestima, autocompaixão e TCC. Diferente do PHQ-9 e GAD-7, a EAR não avalia sintomas clínicos específicos, mas a atitude global do indivíduo em relação a si mesmo. Por isso é frequentemente usada como medida de desfecho secundário em pesquisas sobre depressão, ansiedade social e autoeficácia.
Referências científicas
- Rosenberg, M. (1965). Society and the adolescent self-image. Princeton University Press.
- Hutz, C. S., & Zanon, C. (2011). Revisão da adaptação, validação e normatização da escala de autoestima de Rosenberg. Avaliação Psicológica, 10(1), 41–49.
- Dini, G. M., Quaresma, M. R., & Ferreira, L. M. (2004). Adaptação cultural e validação da versão brasileira da escala de autoestima de Rosenberg. Revista Brasileira de Cirurgia Plástica, 19(1), 41–52.
Perguntas Frequentes
O que é a Escala de Autoestima de Rosenberg?+
A EAR é um dos instrumentos de avaliação de autoestima mais utilizados no mundo. Desenvolvida por Morris Rosenberg em 1965, foi validada para a população brasileira por Hutz & Zanon (2011). Mede a autoestima global com 10 afirmações sobre percepção de valor pessoal, competência e autoaceitação.
Este teste pode diagnosticar baixa autoestima?+
Não. A EAR é uma ferramenta de triagem que indica tendências. O diagnóstico de transtornos associados à autoestima exige avaliação clínica completa realizada por psicólogo ou médico.
A partir de qual pontuação devo buscar ajuda?+
Pontuações entre 10 e 24 indicam autoestima baixa a muito baixa e sugerem que um acompanhamento profissional pode ser muito benéfico. Mesmo pontuações moderadas (25–31) podem se beneficiar de psicoterapia focada em autoestima e autoeficácia.
Por que algumas questões têm a pontuação invertida?+
Alguns itens da EAR são formulados de forma negativa (ex: "Às vezes eu me sinto inútil") para evitar viés de resposta. Para esses itens, discordar indica autoestima mais positiva, por isso a pontuação é invertida internamente.
Baixa autoestima tem tratamento?+
Sim. A psicoterapia, especialmente a TCC, abordagens humanistas e de autocompaixão, são eficazes para trabalhar a autoestima. Com suporte profissional, é possível desenvolver uma relação mais positiva e saudável consigo mesmo(a).
Com que frequência posso refazer este teste?+
Para monitoramento terapêutico, recomenda-se reaplicar a EAR com intervalo mínimo de semanas a meses entre aplicações. Se estiver em acompanhamento psicológico, consulte seu terapeuta sobre a frequência ideal.
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