
Morar fora era o seu sonho. E se você não estiver feliz?
Realizar um sonho não te obriga a ser feliz o tempo todo.
Morar em outro país pode representar um projeto construído durante anos. Para algumas pessoas, envolve planejamento financeiro, despedidas, mudanças profissionais, adaptação a outro idioma e o afastamento de uma rede de apoio importante. Por isso, quando surgem dificuldades emocionais depois da mudança, pode aparecer também uma sensação de culpa. Pensamentos como “eu escolhi estar aqui”, “tantas pessoas gostariam de ter essa oportunidade” ou “o que minha família vai pensar se eu voltar?” podem fazer com que a pessoa sinta que não tem direito de questionar a própria experiência. Mas reconhecer que algo está difícil não significa ser ingrato. A experiência migratória pode envolver sentimentos aparentemente contraditórios. É possível gostar de aspectos da vida no exterior e sentir saudade do Brasil. É possível reconhecer oportunidades e, ao mesmo tempo, sentir solidão. É possível desejar permanecer e ainda questionar se aquela vida continua fazendo sentido. Também é possível perceber que uma escolha feita no passado precisa ser reavaliada. Na psicoterapia, o objetivo não é determinar se alguém deve permanecer no exterior ou retornar ao Brasil. É possível explorar questões relacionadas à identidade, pertencimento, expectativas familiares, medo de fracasso, solidão, vínculos e projetos futuros para que decisões importantes sejam tomadas com maior compreensão sobre aquilo que realmente importa para cada pessoa. Uma escolha não precisa ser mantida apenas para provar que ela não foi um erro. Atendo adultos online, incluindo brasileiros que vivem no exterior, utilizando Terapia Cognitivo-Comportamental e Terapia do Esquema.
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Sobre o autor
Equipe Lumus Terapia
Conteúdo criado pela equipe de especialistas da Lumus Terapia.
Orientação ética: Psic. Deise Dourado, CRP 07/40918
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Este artigo tem caráter informativo e educativo. O conteúdo não substitui avaliação, diagnóstico ou tratamento profissional.
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