Quando o medo de perder alguém faz você se abandonar
Relacionamentos

Quando o medo de perder alguém faz você se abandonar

Você está tentando tanto não perder essa pessoa… que talvez esteja perdendo a si mesma. E isso nem sempre parece dependência emocional.

05 de outubro de 2026
3 min de leitura
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Nem sempre perder a si mesma dentro de uma relação acontece de maneira evidente. Muitas vezes, o processo começa em pequenas concessões: evitar determinados assuntos para não gerar conflitos, aceitar situações que causam desconforto, mudar planos com frequência, sentir dificuldade para dizer “não” ou experimentar culpa sempre que tenta estabelecer um limite. Por trás desses comportamentos podem existir diferentes padrões emocionais. Para algumas pessoas, a possibilidade de desagradar alguém é vivida como uma ameaça de rejeição ou abandono. Para outras, existe uma necessidade intensa de aprovação ou uma história de relações nas quais agradar, ceder ou cuidar das necessidades dos outros se tornou uma forma de preservar vínculos. Com o tempo, a pergunta “como faço para essa relação dar certo?” pode ocupar tanto espaço que outra pergunta deixa de ser feita: “Como eu estou ficando dentro dessa relação?” Esse é um ponto importante porque relações saudáveis não exigem ausência de concessões. Relacionar-se também envolve negociar, considerar o outro e adaptar-se em determinados momentos. O problema aparece quando a adaptação acontece quase sempre na mesma direção e manter o vínculo passa a exigir que a pessoa ignore repetidamente as próprias necessidades, limites e valores. Na psicoterapia, o trabalho não precisa se resumir a ensinar alguém a “se impor” ou determinar se uma relação deve continuar ou terminar. É possível investigar os padrões envolvidos, compreender por que determinados limites despertam tanta culpa ou medo e desenvolver formas mais autônomas de se relacionar. O objetivo é que exista espaço para construir vínculos importantes sem precisar abandonar a própria identidade para mantê-los. Atendo adultos online, no Brasil e no exterior, utilizando Terapia Cognitivo-Comportamental e Terapia do Esquema.

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ELT

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